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Projetos em curso

Projeto Central “Alfabetização Ecológica” - O que está acontecendo de prejudicial ao Planeta Terra - EU, O Outro e O Mundo

O relatório da organização das Nações Unidas (ONU) divulgado em julho de 2007 mostra que a Terra atravessa uma das maiores ondas de extinção desde o surgimento das primeiras formas de vida, há cerca de 3,8 bilhões de anos. Nenhuma espécie é imortal. O mundo já assistiu pelo menos cinco grandes ondas de extinção. A atual onda de extinção é a primeira que parece ser causada por uma única espécie: o ser humano. Esta é a hora da ação.

Justificativa: Fritjoj Capra, doutor em Física Teórica pela Universidade de Viena, fundador e atual diretor do Centro para Alfabetização Ecológica, em Berkeley, aponta como um dos maiores desafios do novo século à construção e a manutenção das comunidades sustentáveis. A sustentabilidade implica no esforço de compreensão dos princípios de organização que os ecossistemas desenvolveram para manter a Teia da Vida. Este entendimento se torna conhecido como “Alfabetização Ecológica”. A teoria dos sistemas envolve uma nova forma de pensar, conhecida como “pensamento de sistemas” ou “pensamento sistêmico”. O pensamento sistêmico, nos últimos vinte anos, foi elevado a um novo patamar, com a teoria da complexidade, uma linguagem matemática e um novo conjunto de conceitos para descrever a complexidade dos sistemas vivos. Todo organismo – animal, planta, microrganismo ou ser humano – é um todo integrado, um sistema vivo. Em toda a natureza encontramos sistemas vivos dentro de outros sistemas vivos. Os sistemas vivos também incluem comunidades de organismos, que podem ser sistemas sociais - uma família, uma escola, uma comunidade - ou ecossistemas.

Objetivos: Ensinar um saber ecológico visando ao entendimento de que:

  • nenhum ecossistema produz resíduos, já que os resíduos de uma espécie são o alimento de outra;
  • a matéria circula continuamente pela teia da vida;
  • a energia que sustenta estes ciclos ecológicos vem do Sol;
  • a diversidade assegura a resiliência;
  • a vida, desde o seu início não conquistou o planeta pela força, e sim através de cooperação, parcerias e trabalho em rede.

Na área do conhecimento: Conduzir as crianças a uma reflexão sobre a transformação do ambiente realizada pelo homem e as suas consequências.

Promover o reconhecimento de que estamos todos inseridos nos processos cíclicos da natureza e que deles dependemos para viver.

Promover o conceito de vida na diversidade na natureza induzindo ao pensamento da vida na diversidade de culturas.

Possibilitar que as crianças entendam o que é o ambiente global (ecologia profunda) e como o homem está inserido e quais as consequências de suas ações.

Na área afetiva: Promover o entusiasmo das crianças por ações efetivas de proteção ao meio ambiente, com o intuito de melhorar o espaço ao seu redor e, consequentemente, o bem-estar de toda a comunidade.

Levar em consideração o conhecimento que cada criança possui sobre o assunto e estimular atitudes corretas através de bons exemplos.

Questionamentos: O que está acontecendo de prejudicial ao Planeta Terra?

Com o ar: poluição / chuva ácida / buraco na camada de ozônio - efeito estufa.

Com seres vivos: O desequilíbrio da teia da vida: fauna e flora.

Recursos hídricos: poluição, aumento da temperatura no Planeta/ derretimento das geleiras.

Ações: Manter a Terra viva, saudável em sua diversidade.

Como atuar em busca de uma energia inteligente. Reutilização consciente das embalagens manufaturadas - perciclagem.

As crianças de três a seis anos recriam, anualmente, uma horta para ser usada posteriormente como recurso para o preparo das refeições. A horta é um recurso perfeito para experimentar o pensamento sistêmico e os princípios da ecologia em ação. A teia da vida, o fluxo de energia e os ciclos da natureza são exatamente os fenômenos que as crianças podem experimentar, investigar e compreender enquanto estão cuidando de uma horta. Na horta, as crianças aprendem sobre os ciclos alimentares: o plantio, cultivo, colheita, compostagem e reciclagem. Através desta prática, as crianças aprendem ainda que a horta como um todo está inserida em sistemas maiores que também são redes vivas, com seus próprios ciclos. Os ciclos dos alimentos interagem com esses ciclos maiores – o ciclo da água, o ciclo das estações, e assim por diante -, que são todos filamentos da rede planetária da vida. Na horta, as crianças aprendem que um solo fértil é vivo, que contém bilhões de organismos vivos por centímetros cúbicos e que estas bactérias do solo executam várias transformações químicas que são essenciais para a manutenção da vida na Terra. Para as crianças, cuidar da horta é algo mágico. Na horta, as crianças observam o ciclo da vida de um organismo – nascimento, crescimento, maturação, decadência e morte - e o surgimento da nova geração.

Conclusão: Um ambiente de aprendizagem rico, multissensorial – envolvendo as formas, as texturas, as cores, odores e sons do mundo real são essenciais para o pleno desenvolvimento cognitivo e emocional da criança. Aprender na horta escolar é aprender no mundo real em sua plenitude. Traz benefícios para o desenvolvimento de cada aluno da comunidade escolar e é uma das melhores formas de tornar as crianças ecologicamente alfabetizadas e, desde modo, aptas a contribuir para a construção de um futuro sustentável.

Projeto Satélite “Ano Internacional do Entendimento Global” – UNESCO – 2016

Projeto Satélite “Uma Viagem no Tempo: Espaço & Ação e Artes – Conhecendo o Planeta”

Projeto Satélite “Acordos de Bom Convívio” – Projeto Satélite “Resguardando a Vida”

Projeto Satélite Erradicar a Fome da Mente das Crianças, ajudando a construir um Mundo sem Fome de Beleza e de Utopias. Título original: Erradicar a Fome da Mente do Homem- FAO - Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação. No Petra, adicionamos a amorosidade e leveza de Paulo Freire à frase da FAO e a criança passa a ser considerada como elemento primordial da transformação. Agregamos, também, a necessidade da presença no mundo da beleza e da capacidade de sonhar para a realidade, a utopia. Serão abordados em face da faixa etária diversos conceitos, tais como: todos necessitamos de alimentos; os alimentos nos proporcionam energia e nutrientes necessários para manter o funcionamento do corpo, para crescer, desenvolver, trabalhar, jogar, pensar e aprender; comer demasiado ou pouco não é saudável; a importância da diversidade dos alimentos para a saúde e crescimento; e a compreensão do porquê necessitamos de alimentos; da importância de alimentos diferentes de acordo com as diversas culturas; e, essencialmente, que em todos os países e regiões existem pessoas que padecem de fome.

Atividades desenvolvidas com as crianças.

  • Cozinha Experimental – preparo e cocção dos mais variados alimentos;
  • Lanche Coletivo - valor nutritivo dos diversos alimentos: frutos; iogurte, bolos...
  • Excursão ao Supermercado - preços/marcas, rótulo dos produtos/real valor nutritivo;
  • Atividades Sociais/Atitudes à Mesa: almoços e jantares especiais.

1. Ampliação das discussões sobre repartir os alimentos para que todos tenham o que comer. 2. Ressaltar a atividade de todos envolvidos na cadeia produtiva: plantio, colheita, transporte, venda, cozimento... 3. A necessidade e a importância do compromisso individual e coletivo para que todos tenham o que comer.

Projeto Satélite “Acordos de Bom Convívio” / Projeto Satélite “Resguardando a Vida”

Alicerçados na consciência universal dos Direitos Humanos e indignados com a sua violação, o Petra busca formas concretas de promover a solidariedade em busca de uma sociedade mais democrática, humana e comprometida com suas raízes históricas e culturais. Uma vez que a luta pelos Direitos Humanos se dá no cotidiano e afeta profundamente a vida de cada um de nós e de cada grupo social, não é uma mera convicção teórica que fará com que os direitos sejam realidade. A adesão traduzida na prática em atitudes e comportamentos marca a nossa maneira de pensar, de sentir, de agir e de viver.

Inserimos o Projeto Satélite “Resguardando a Vida” (prevenção da saúde e segurança em casos de possíveis intempéries e acidentes). Conhecer os órgãos de segurança disponíveis e como conseguir contatos em caso de emergência. Em colaboração com o LABSICEL – UFRJ, na Aula de Informática Educacional, as crianças observaram o desenvolvimento dos mosquitos e a sua importância para o Meio Ambiente. Em especial, o mosquito Aedes Aegypti foi observado em todas as suas fases de crescimento, como agir e os cuidados para Resguardar a Vida. Atitudes e ações de preservação são, mais uma vez, destacadas, visando o bem-estar do Homem e o equilíbrio da Natureza. “A atividade coferiu um crachá com o tema seriíssimo acoplado á leveza infantil.”.

Metas na área do conhecimento: Conduzir o grupo a uma reflexão sobre a necessidade de estabelecer Acordos de Convívio. Possibilitar que as crianças entendam que os seres humanos sempre estabeleceram regras para conviver melhor. Os acordos dizem respeito a todos os aspectos da vida coletiva.

Tomar conhecimento das leis que dão aos habitantes de um país não só direitos e liberdades, mas também deveres.

Conhecer o procedimento de criação das Leis vigentes no País. Perceber que as leis são criadas partindo das necessidades do povo. Entender que a vontade do povo poderá ser transformada em lei.

Diferenciar regimes políticos. A criança deverá concluir que o direito ao voto é instrumento em favor da Democracia.

Metas na área afetiva - Promover o entusiasmo do grupo por ações que melhorem a vida dos habitantes sem menosprezar o conhecimento prévio que cada criança possui sobre o assunto. Estimular atitudes corretas através de bons exemplos.

Atividades - O trabalho em conjunto com as famílias visa comprometer os responsáveis na formação de futuros cidadãos cientes de seus deveres cívicos. Vale ressalvar que os candidatos do “pleito” são os oficiais. O compromisso com a cidadania ganha maior expressividade com a elaboração de Carteiras de Identidade (confeccionada na secretaria) e Títulos de Eleitor. Todos os alunos de zero aos seis anos possuem Carteira de Identidade com validade no território do Petra. Aos três, o Título de Eleitor é emitido.

Em classe, de acordo com capacidade de compreensão, as crianças têm acesso às informações, tais como:

  • Como as leis são criadas;
  • Quem aplica as leis;
  • A lei é diferente conforme o país;
  • O direito de escolha - A Democracia;
  • As funções dos nossos representantes nos Três Poderes;
  • Maior ênfase será dada aos cargos de presidente e governador, pois estes serão os cargos a serem preenchidos;
  • O ideário dos diversos partidos políticos e as propostas de cada candidato serão debatidos. O compromisso com a cidadania ganhará maior expressividade com a simulação do funcionamento oficial de uma zona eleitoral (local de votação) e as crianças sorteadas para as funções compatíveis aos mesários.

A votação transcorrerá ordeira, porém extremamente alegre. Cada eleitor mirim estará convicto de sua participação e responsabilidade cívica. Ao término da votação, a urna será lacrada para posterior contagem dos votos.

No pleito oficial não haverá maioria dos votos, fato que dará ganho a um dos candidatos a prefeito e a vereador. Desta forma, o segundo turno tornar-se-á necessário. Mais uma oportunidade da vivência cidadã, tornar-se-á obrigatória para os nossos cidadãos mirins. O segundo turno transcorrerá mais vibrante e a contagem dos votos será imediata.

Conclusão: A eleição é um dos exemplos de uma sociedade democrática em que cada um tem o direito de manifestar sua opinião e escolher entre os projetos políticos apresentados pelos partidos aquele que mais se aproxima de sua visão de mundo. O Brasil é um sonho que juntos realizaremos. Nós educadores humanistas precisamos assumir a responsabilidade de vê-lo desabrochar e para tal necessitamos expressar nosso desejo e vocação para construir uma sociedade fortalecida em sólidos princípios democráticos.

Os Projetos, Atividades e Comemorações do Petra, no geral, obedecem ao Calendário Comemorativo da UNESCO.

Vale a pena repensar sobre o dia 30 de janeiro. Em 30 de janeiro, Gandhi foi assassinado. A ONU instituiu o dia 30 de janeiro como o Dia Internacional da Não Violência. A luta de Gandhi é caracterizada por manifestações pacíficas; não cooperação com regimes violentos; desobediência civil de leis consideradas injustas. Felizmente, partilhamos o nosso saber com vários teóricos que nos gratificam com suas linhas de pesquisas. Com Freud, aprendemos as angustias vividas pelo homem: a finitude, a tentativa de alívio das tensões provocadas pela pulsão de morte causando danos físicos, psicológicos e morais no outro. Embora o século XX tenha trazido sucessos jamais pensados na saúde e na tecnologia. O desenvolvimento afetivo não acompanhou o mal-estar existencial e, ainda, evoluiu no comportamento violento perceptível no mundo. A Instituição Escola perpetua a violência simbólica através de variáveis multifatoriais que regem a violência na sociedade. Paulo Freire diz que a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda. Está em nossas mãos a reação e transformação. Se nos consideramos sujeitos que não tememos a mudança e que percebemos que não há vida na imobilidade: não estagnamos. Se nos sentimos social e politicamente responsável, não nos permitimos a acomodação às injustiças. Façamo-nos, portanto, na prática social na qual nos engajamos.

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